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EMPRESA ENCORAJA MENINAS A SEREM ENGENHEIRAS

Muitos acham que a área das engenharias é um universo feito para homens, mas a GlodieBlox, start-up de brinquedos infantis não acredita nisso e está contribuindo para mudar essa idéia na cabeça das pessoas. A última peça publicitária da empresa aborda de uma maneira muito criativa esse assunto.

No vídeo, três meninas estão super entediadas assistindo um programa de princesas delicadas e sem graça, até que as meninas pegam capacetes, caixa de ferramentas, óculos de proteção e começam a construir uma máquina de Rube Goldberg....para quem não sabe como eu a 3 minutos atrás esse tipo de máquina executa tarefas simples de uma maneira extremamente complicada, geralmente utilizando reação em cadeia. O vídeo é tão bem feito que, em poucos dias, já se tornou um viral no YouTube.

Tudo acontece sobre a melodia de “Girls”, do Beastie Boys, uma balada decididamente antifeminista. Só que a letra foi reescrita pelo criador da propaganda.

Os Beastie Boys cantavam: “Garotas para lavar a louça / Garotas para limpar meu quarto / Garotas para lavar roupa / Garotas para “fazer” no banheiro / Garotas —tudo o que realmente quero são garotas”.

Uma das atrizes do anúncio canta: “Garotas constroem uma nave espacial / Garotas criam um novo aplicativo / Garotas que crescem sabendo / Que podem projetar essas coisas / Garotas, tudo de que realmente precisamos são garotas / Para nos levar ao topo / Nossa oportunidade são as garotas / Não subestime as garotas”.


“Pensei em minha infância, com princesas e pôneis, e me perguntei por que kits de construção, matemática e ciência eram para garotos”, disse Debbie Sterling, fundadora e chefe-executiva da GoldieBlox, em entrevista. “Queríamos criar uma inversão cultural, fechar esse vão entre os gêneros e preencher algumas dessas vagas de emprego que crescem à velocidade da luz.

Ela criou a empresa há dois anos, depois de se graduar em design de produtos no departamento de engenharia mecânica de Stanford, onde ficou desapontada por não haver mais mulheres nas aulas.

As mulheres são pouco representadas como engenheiras em companhias de tecnologia, principalmente por causa de um problema de abastecimento. Em 2010, elas representavam 18% das graduações em ciência da computação; em 1987, respondiam por 37% desse número, segundo o Centro Nacional para Mulheres e Tecnologia da Informação.

O problema, dizem muitos analistas, começa na infância, quando professores e pais não encorajam garotas a correr atrás de engenharia.

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